Tratamento Químico x Naturais

Oi, maneiros! Tudo bem?

Vamos falar sobre polêmica? Talvez.
Esse assunto sempre foi muito claro na minha cabeça, mas infelizmente não tão tanto na cabeça da maioria dos brasileiros… mas bora lá:

Eu tenho um blog há quase 04 anos que ajuda a tratar de cabelos crespos, correto? Sim. Eu apoio as meninas que voltam a usar seus cabelos naturais? Claro! Acho o máximo. Mas e se elas quiserem usar química? Vou deixar de apoiar?

De maneira nenhuma!

E não é simplesmente por querer ficar “em cima do muro”, ou coisa do tipo. Essa semana demos de cara com uma propaganda, digamos, bizarra, pra não dizer preconceituosa e de mal gosto. A Cadiveu Brasil colocou pessoas com perucas de cabelo crespo para lançar a campanha ” eu preciso de Cadiveu” (infelizmente as fotos já foram tiradas da fanpage, retirei a foto abaixo da notícia da globo.com. Sim, isso foi notícia no G1). E é aí é que começa a grande questão!

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A página da Cadiveu Brasil está lotada com milhares de reclamações sobre a campanha. O Meninas Black Power fez uma mobilização enorme, com tags e meninas postando fotos de cabelo black power/crespo, mostrando que não, não precisam de Cadiveu.  E, sinceramente? Elas tem toda a razão.
Quando vocês vão à qualquer lugar que venda produtos pra cabelo, vocês se sentem ofendidos com os produtos para alisamento? Com salões que fazem escova progressiva? Provavelmente não. É bem diferente de fazer alusão a cabelos crespos com uma peruca horrorosa (pra não comentar a cafonice) pra afirmar que o cabelo crespo precisa de tratamento químico pra ser bonito. Cada profissional oferece o serviço que quiser, com o produto que quiser, não somos obrigados a aceitar. O que não é sadio é fazer propaganda com um slogan embutido de “nós estamos aqui pra salvar seu cabelo ruim!”. O cabelo crespo não precisa disso! Preconceituoso, tendencioso, desrespeitoso, e fim de papo. Não tem o que argumentar. É o que eu canso de falar sobre o mercado de cosméticos: infelizmente, muitos profissionais ainda não sabem que o mercado está mudando, e acabam se acomodando em oferecer tratamentos químicos. É muito difícil, atualmente, encontrar profissionais que saibam cuidar de cabelo crespo, mas não é impossível.

O que precisamos observar com calma é que o fato de usar química não faz de ninguém mais ou menos negro, mais ou menos merecedor de respeito, mais ou menos estiloso. Quantas vezes eu já disse aqui no blog que faço relaxamento? Várias vezes. E por que teria vergonha disso? O que nos faz negros de verdade, conscientes da nossa cor e da nossa história, é a nossa cabeça, nossas convicções, nossa consciência, o que está dentro de nós. E não se o nosso cabelo é natural ou alisado/relaxado/amaciado/permanentado.

Quando eu digo aqui no blog que temos que conhecer o nosso próprio cabelo, saber como ele cresce, como ele funciona e amá-lo, não é porque usar o cabelo natural é uma obrigação. E sim porque tem muita gente que faz tratamento químico simplesmente por achar que o cabelo “não tem jeito”, que precisa de química pra viver em paz com as melenas. Recebi e recebo mensagens de meninas que deixaram de usar química, cuidaram bem do cabelo e se apaixonaram pelo visual. É desse estigma que precisamos nos libertar: de usar química porque os outros querem, porque todo mundo impõe, por comodismo, por falta de auto-conhecimento. O que a maioria dos brasileiros [principalmente os profissionais] precisam entender é que química é uma opção, e não uma solução pro cabelo crespo.

Um exemplo personificado disso é Rafaela Bastos, Geógrafa, Musa da Estação Primeira de Mangueira. Falo com certeza porque tive oportunidade de conhecer a Rafaela e saber exatamente o que ela pensa sobre o assunto. Rafaela já usou o cabelo natural, permanentado, com tranças, e hoje ele está alisado. O que mudou nela? Absolutamente nada. Só o cabelo!

Tranças grossas estilo Paula Lima: lindas!
Tranças grossas estilo Paula Lima: lindas!

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Rafa com o cabelo liso: como diz o velho ditado, continua a mesma, só os cabelos que mudaram
Rafa com o cabelo liso: como diz o ditado, continua a mesma, só os cabelos que mudaram

Infelizmente, ela não tem fotos [nem eu] do arquivo com o cabelo natural e com o cabelo permanentado. Garanto à vocês que ela estava tão bonita quanto agora [porque eu a vi nos dois casos!]. Na época que ela usava o cabelo natural, permanentado, com tranças e alisado, a consciência dela sempre foi a mesma:

“Eu mudo de cabelo não por isso ou aquilo, é porque eu gosto de mudar. E isso não é uma questão racial, é um traço da minha personalidade. Eu poder mudar deixa de ser um problema racial justamente porque eu posso tudo. Ser obrigado a ter cabelo black é tão criticamente um problema racial, quanto ter cabelo liso, se optarmos por este prima.

Nós, negros, lutamos para sermos o que quisermos, independente da raça, e não entendo essa questão de negro não poder ter cabelo liso. Considero isso é tão racista. É tão favorável às indústrias de beleza, que não vão se interessar em fazer produtos para a textura do liso de um negro.

Alguns falam: ah, mas o padrão de beleza do negro não é esse… Desculpe, sou negra, mas tenho personalidade, valores e história. A minha história é a do negro, os meus valores eu constituo ao longo da minha vida e minha personalidade é fruto da minha história e dos meus valores. Para mim a principal característica do meu padrão estético do negra, é ser negro. E para mim ser negra basta! E como basta!”

O que a Rafaela quis dizer, assim como eu estou tentando explicar nesse post, é que se reconhecer NEGRO, propriamente dizendo, independe das roupas que você usa, de como você trata seu cabelo. Não podemos simplesmente querer combater uma atitude enraizada na nossa sociedade usando o cabelo natural… é superficial demais. Pra que nós possamos vencer o preconceito HOJE no Brasil, esse preconceito velado e que muitas vezes vem com disfarce de “brincadeira”, precisamos nos livrar de todos os preconceitos. Precisamos nos educar e aprender a ser negro de dentro pra fora, e não só por fora. Negro não é só lindo porque tem cabelo crespo, porque tem os lábios grossos, pelo tom de pele. Negro é lindo pela história que carrega, porque venceu e sobreviveu anos de escravidão, e porque hoje ocupa um lugar na sociedade, a cada dia com mais representatividade.
O fato de muitas pessoas hoje em dia não usarem cabelo crespo faz parte do que constitui o preconceito hoje? Sim… mas precisamos separar as coisas: o tratamento químico, em si, não é um fato gerado pelo preconceito, e sim utilizado por ele.É isso que precisamos dizimar. Não temos obrigação de usar o cabelo alisado, assim como não temos a obrigação de usar o cabelo natural. Temos a obrigação de sermos livres pra escolher. De sermos livres pra sermos negros, por dentro e por fora.

Todo o carinho,
Babi

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15 comentários Adicione o seu

  1. Estou simplesmente encantada com o texto, a forma como você apresentou a questão parabéns…..só precisa corrigir a frase:
    “O Meninas Black Power fez uma mobilização enorme com tags e meninas mostrando que não, não precisam de Cadiveu. E, sinceramente? com toda a razão.” , está com erro de concordância, espera que entenda a minha pequena colocação.
    beijos aprendo muito com você!

    1. Oi, Renata!

      Claro que entendo, imagina!
      Assim que termino de escrever, sempre releio as postagens, pra não irem ao ar com erro, mas as vezes passa despercebido mesmo! hihihi

      Obrigada pelo elogio, e agora eu faço uma correção: Você não aprende comigo… todas nós aprendemos juntas!

      Todo o carinho,
      Babi

      1. Que bom, então que possamos seguir aprendendo juntas!

      2. Isso ai! 😀

        Super beijo!

  2. Maria Amélia disse:

    Sim Babi. Devemos ter a liberdade de escolher. Eu por diversas vezes tentei usar meu cabelo ao natural, mas nunca conseguia um aspecto que me agradasse alem de trançado. Ao ir ao salão só era apresentada a quimicas, e mesmo quando encontrei um salão que tratava meu cabelo ao natural, fui levada por minha tia e primas a fazer permanente e entrar neste ciclo vicioso da química.
    Eu hoje uso meu cabelo natural, pois aprendi a cuidar pesquisando na intenet (pois nem as revistas de cabelos ajudavam), e consegui uma cabeleireira que acha meu cabelo lindo.
    Minha irmã usa alisamento e fica bonito, ela gosta. Não deixou de ser negra por isso. E eu não sou mais negra que ela.
    Separar opção de imposição, essa sim é a diferença. É o que a liberdade nos permite.
    Ótimo texto. Valeu!

    1. Maria Amélia, obrigada!

      Bom saber que meu argumento foi compreendido. Minimizar a nossa identidade ao cabelo é algo muito superficial. Faz parte do preconceito velado atual? Sim… e é isso que temos que dizimar.

      Separar opção de imposição… você disse tudo!
      Todo o carinho,
      Babi

  3. Élida disse:

    Quero agradecer pela coerência e por compreender nossa proposta também. Queremos fortalecer identidade e não o “uso forçado”. Já fomos muito forçadas nessa vida, né? Beijos, preta. Somos um time.

    1. Coerência, Preta… é o que precisamos pra nos fazermos entender!

      GO, trend setters! ❤
      Babi

  4. Rachel Vianna disse:

    Tenho 30 anos. 30 anos atrás não tínhamos um terço dos recursos que temos hoje. Não tínhamos leave in, inúmeras máscaras de tratamento, hidratação disso, daquilo outro. Tínhamos apenas xampu e condicionador para cabelos normais, oleosos e secos, quando muito. Cuidar do cabelo era ruim para quem tinha cabelo liso, cacheado, crespo. Gente, usar química era opção para quase todo mundo, independente do cabelo e da raça. Brancas e negras passavam o cabelo a ferro para acabar com bad hair day. Então imagina 25 anos atrás, quando a indústria não era muito melhor, uma criança de 5 anos com cabelo crespíssimo tendo que pentear o cabelo? Eu chorava de dor. A solução que minha mãe encontrou foi usar química. Ela fez errado? Não. Ela fez o que estava ao alcance. Sou menos negra por isso? Não.

    O que nos define não é o cabelo que usamos, mas sim quem somos. Quando pregamos na internet que negros têm que usar o cabelo natural e usar turbante e roupas de hip hop e étnicas, estamos nos limitando como pessoas. Eu tenho meu estilo e ele é mais sóbrio, então vocês não vão me ver de roupas muito coloridas, muito curtas, muito justas ou muito chamativas. Minha profissão também colabora para isso. Não adianta. Não posso usar um cabelo muito espalhafatoso como se fosse uma roqueira em uma apresentação, pois o ambiente é mais formal. A sociedade tem códigos e eles valem para todos. Posso usar o cabelo natural? Claro. Mas não o usarei como usaria em um passeio no parque, mais despojado.

    Faço relaxamento, já fiz progressiva, faço luzes, já usei pasta, trancinha, permanente, já pintei de vermelho. Enquanto eu tiver vontade, vou continuar mudando. A química não é vilã ou mocinha. É apenas mais um recurso que o avanço tecnológico nos trouxe. Quem quiser usa, quem não quiser não usa.

    A imposição de ter cabelo natural para ser negro é tão preconceituosa quanto a de que você tem que alisar o cabelo para ser aceito. Estamos reproduzindo o racismo. Onde está a consciência de que seres humanos são únicos? Fora que sou mulher. Querer mudar faz parte da minha natureza, por favor, não me limitem. Não aceito isso. Nesse momento estou há 3 meses sem usar química. Por enquanto quero continuar assim, mas não sei daqui a 3 meses. E se tiver que voltar a usar química, voltarei. Sem medo de ser menos negra.

    Quanto à Cadiveu. Sem comentários. A questão não é oferecer um tratamento químico, mas sim representar o cabelo crespo como se fosse um mafuá, um ninho de urubu. Tem outra, a maioria das mulheres que busca esse tipo de tratamento já tem os cabelos lisos e querem reduzir o volume ou tem cabelos ondulados/cacheados. Cabelos crespos precisam de um relaxamento antes da progressiva, por causa da raiz. Ou seja, preconceito puro.

    Desculpa o “maior comentário dos últimos tempos da blogosfera”, mas é que ultimamente tenho me sentido profundamente ofendida quando leio blogs e comentários afirmando, impondo e muitas vezes agredindo mulheres negras que usam química. Cuidado! Assim acabaremos por criar novos preconceitos.

    Bjs,

  5. Oiii, meninas! Discordo do seu ponto de vista – e pelo que vi da maioria das meninas acima. Acho que quem faz química tem algo mal resolvido com sua identidade negra, não a aceita. Concordo quando a colega fala de moda, afinal é algo exterior a nós. Mas nosso cabelo? Forçar a modificação dele? Pq, hien? Quer mudar? Faz escova, gente! Fica um tempo e depois sai! Acho papo mega furado essa de ”o que nos faz negros é o que está dentro de nós”. Uma dica: o racismo que sofremos, dos outros e de nós mesmos, é por aspectos físicos bem visíveis e palpáveis.

    Beijo!

    1. Oi,Tarsila!
      Que bom que você discorda… é assim que construímos pensamento!

      Se a moda é algo exterior à nós, o nosso cabelo também é… ele é característica física. Nossos traços foram, por muito tempo, desvalorizados pelo preconceito? Sem dúvida! Mas não podemos minimizar a questão de ser negro à usar ou não cabelo naturalmente crespo. Acho que quando aprendemos a valorizar os nossos traços – o cabelo crespo, inclusive – reaprendemos a nos amar, e não só a achar bonito esse padrão de beleza que vemos por aí. Só que não é o suficiente, é só o começo da coisa. Hoje em dia isso é bem mais fácil… black power tá na moda, nas passarelas do mundo. E é só isso? Claro que não! Somos muito mais, e foi isso que quis dizer no post. Não quero que o negro seja uma “modinha”, entende?
      A Élida Aquino fez um comentário muito importante aqui nesse post mesmo: “já fomos forçadas à muita coisa”. Ratifico isso dizendo que esse conhecimento que nós temos de que somos descendentes de um povo naturalmente forte, física e espiritualmente, e que lutou por muita coisa não pode ficar preso à uma característica física. Repito: não estou dizendo que todos deveriam modificar o cabelo, até porque eu também promovo o auto-conhecimento. Só acho que quem faz qualquer tipo de modificação não deve ser estereotipado como negro vendido, ou racista, ou outra coisa.
      Precisamos levar isso pra outro patamar, e ensinar isso às pessoas. Porque, desse jeito, a gente vai se fechar num mundo que só vai gerar ódio à nossa volta. Precisamos ser inteligentes contra esse racismo velado. E acho que você se engana quando limita o racismo à aspectos físicos, somente… pelo menos aqui no Brasil, isso não é verdade. Há alguns anos atrás, influenciado por outros países, realmente era assim. O racismo está diretamente ligado à questões sociais. A maioria da população pobre no Brasil atualmente é negra, e isso sim nos estereotipa. O que precisamos é de educação, em todos os sentidos, pra acabar com esse “atraso” que tanto falam. E acho que promover o auto-conhecimento pra se tornar livre pra ter escolhas é uma forma de educar.

      Todo o carinho,
      Babi

  6. Eveline Azevedo disse:

    Permita-me discordar em alguns pontos..Não lembro bem, peço desculpas, mas vi no face um comentário de uma negra afrocentrada e ela dizia q manter o cabelo afro natural era um ato político e não só uma questão de estética..durante muito tempo, mas muito tempo mesmo, eu também achei q alisar o cabelo não me deixada menos negra, ou menos orgulhosa, demorei para entender o quanto manter o cabelo natural é sim um ato político, no sentido de posicionar-se, de ter consciência do seu lugar no mundo, de seus direitos e pelo que vale a pena lutar..

    Demorei para entender que meu cabelo me caracteriza tanto quanto minha cor, o quanto representa essa ancestralidade de que me orgulho e quanto isso ofende aos racistas..

    Temos q entender q quanto mais valorizamos nossas tradições, nossos traços físicos, mais estaremos perto de conquistar tudo o que nos foi negado por séculos..coitadismo, é o que “eles” irão dizer, e com certeza digo, repito, grito para todos ouvirem NÃO!! É REPARAÇÃO!!

    Chega a ser infantil a tática usada pelo opressor: desvalorize a beleza, inferiorize a raça e demonize as tradições..pronto! estaremos dominados.

    Infelizmente em razão da desvalorização e inferiorização que a elite branca dominante vem inculcando nas mentes negras há séculos, de forma sorrateira, ou às vezes nem tanto (como no caso cadiveu), nos impede de ver a verdade por trás de cada propaganda que incentiva o alisamento ou que considera bonito e bem tratado apenas o cabelo liso..

    Eles querem tornar o negro invisível..é mais fácil assim: O cabelo?? alisa! A cor??..ah, não é negro, nem preto..é moreninho, jambo, escurinho, de cor..

    O triste mesmo é ver mulheres e homens negros q acreditam nessas falácias criadas pelos brancos..”racismo ao contrário”, “os negros são racistas com os próprios negros”, “o negro enxerga racismo em tudo”..é lamentável..

    Falta-nos união em torno da causa, reconheço, mas estamos caminhando a passos largos.

    1. Oi, Eveline!

      Mais uma discordando! Oba! Temos uma discussão!

      Então… vou dizer pra você a mesma coisa que disse pra Tarsila: o racismo infelizmente evoluiu. A questão física, atualmente, é mera questão física. Somos estereotipados hoje por sermos mais pobres, por termos menos empregos de cargos importantes, por termos menos representatividade na sociedade, de uma forma geral. Infelizmente, carregamos nas costas hoje o estereótipo social do negro. E é isso que precisamos combater, através de representatividade. Por isso que digo que ser negro, hoje em dia, é muito mais do que usar o cabelo naturalmente crespo ou não. Precisamos ser livres de estereótipos, pra que sejamos vistos com o valor que merecemos, e sermos finalmente livres. De tudo. Deixo pra você um vídeo que marcou minha vida: “O perigo da história única, com Chimamanda Adichie, que trata um pouco sobre isso. Como africana, ela vai estudar nos EUA e vê um povo ignorante que acha que a única coisa que ela é é uma menina que anda com roupas tribais, não fala nada além de seu dialeto e não conhece absolutamente nada do mundo… espero que goste!

      Todo o carinho,
      Babi

  7. Vânia disse:

    Excelente post. Eu costumo dizer que a química muda a estrutura do cabelo crespo, não o DNA do individuo.
    Sou crespa assumida preste a completar 2 anos, e não acho que as pessoas devem ser obrigadas a ter cabelo crespo. Em minha opinião cada um é livre para escolher o que quiser de seu cabelo, desde que não seja forçado a tal, como no caso dessa propaganda que eu achei racista e estupida.

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